1 de junho de 2016

O PRAGMATISMO E O MINISTÉRIO MUSICAL

Quem queremos agradar ou qual grupo queremos atrair? O que trará mais sucesso? O quanto isto proporcionará bons resultados, especialmente os numéricos? Estas frases que cada dia mais estão comuns em nossas comunidades é reflexo do pragmatismo. O importante não é a verdade, mas sim o que “dá certo”. O alvo é em validar e aprovar um método usado para atingir um determinado objetivo através da constatação dos resultados, geralmente numéricos, que podem ser alcançados.
             O uso do pragmatismo obscurece a direção e os ensinos da Palavra de Deus. Este conceito tem norteado e dominado os propósitos e objetivos, em particular o ministério musical, nas igrejas locais. O alvo é traçar estratégicas que alcancem o que se almeja, independente dos propósitos que Deus já traçou para sua Igreja.
            Quando o pragmatismo norteia o ministério musical das igrejas locais, o alvo é o bem estar próprio e o falso piedoso objetivo de alcançar os perdidos, ou os nãos salvos, isto reflete em “rixas” que geralmente encontra-se nos integrantes do grupo, gerando discussões infindáveis e praticamente impossíveis de serem concluídos sobre costumes, estilos e formas, então a solução geralmente encontrada é baseada em qual público que deverá ser atraído e o que trará mais resultados numéricos, ou seja, o que supre o “mercado”. O resultado são os membros das igrejas cada vez mais sem instrução e incapazes de discernir as verdades bíblicas, gerando uma ignorância quanto aos perigos ao seu redor. John MacArthur escreveu:

“O que é bom” é a verdade que se harmoniza com a Palavra de Deus. A palavra “bom” é kalos, que significa algo inerentemente bom. Não é apenas uma coisa de boa aparência, bonita ou amável. Esta palavra fala de algo bom em si mesmo – genuíno, verdadeiro, nobre, correto e bom. Em outras palavras o que é “bom” não se refere a entretenimento. Não se refere àquilo que recebe elogios do mundo. Não se refere àquilo que satisfaz a carne. Refere-se ao que é bom, verdadeiro, correto, autêntico, fidedigno – aquilo que se harmoniza com a infalível Palavra de Deus.

            Deus nos deu a música para exaltar sua dignidade, para conhecê-lo e para manter renovada a comunhão com ele, o objetivo é a adoração. E a adoração, consiste em aprender e conhecer sobre Deus gerando uma vida voltada para ele diariamente. A música não deve ser usada para atrair os perdidos como meio de evangelismo. Em Salmo 40.3 notamos que o que levou muitos a temer e confiar em Deus não foi ouvir o cântico, mas presenciar o livramento de Deus (“E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor”). Evangelismo é o resultado da adoração e não o fim em si mesmo, pois Deus nos deu sua Palavra e o seu Espírito para fazer a obra nos corações dos seus escolhidos. Nossa tarefa é manter essa mensagem pura e a proclamarmos fielmente, nosso alvo sempre dever ser glorificar a Deus, e isto, implica em fazermos tudo pensando nele e não em nós mesmos (I Co. 10.31).