17 de junho de 2013

MÚSICA E A VIDA CRISTÃ

Deus nos deixou as Escrituras para podermos conhecê-lo melhor e adorá-lo por isso. Seu propósito não é nos proporcionar através de Sua Palavra conhecimento científico, técnico ou teórico, mas sim, nos orientar através de preceitos e princípios e todo cristão genuíno é capaz de discerni-los.

Nossa tendência é dar pouca importância à música e considerar os outros aspectos da vida cristã como mais importantes. Temos dificuldade de entender e aceitar que o conceito do senhorio de Cristo, envolve a totalidade do nosso ser e não apenas parte dele, isto nos leva muitas vezes a negligenciar as riquezas que a Palavra de Deus oferece a nós. Deus é o criador da música e Ele graciosamente nos deixou princípios de como devemos oferecer esta arte a Ele, se está nas Escrituras é porque Deus quer que saibamos e observemos de forma prática suas orientações, pois: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Tm 3.16-17). Não é apenas uma parte das Escrituras ou algumas áreas que ela aborda que são úteis para a nossa vida, mas sim, toda, não há desculpas para negligenciarmos ou oferecermos menos do que Deus requer de nós.

Deus trata sobre as artes. Nas Escrituras encontramos poesia, música, dança, pintura, escultura entre outras áreas. Então, por que negligenciá-las? Por que ignorá-las? O intuito de Deus é que as usemos para glorificá-lo e adorá-lo, quer seja em comunidade, quer seja individualmente.

A música não existe para simplesmente atribuirmos sua existência como satisfatório, mas devemos apreciá-la devidamente, pois Deus é o criador, Ele nos fez à Sua imagem e semelhança, então também podemos ser criativos ao executá-la. Devemos nos comunicar através da música sob a ótica das Escrituras, pois não podemos produzir música cristã se não conhecemos o que o cristianismo diz sobre isto. A vida do músico cristão deve refletir a verdade e a beleza para ser um diferencial do mundo perdido e sem sentido.

Devemos ansiar ministérios musicais que exerçam mais serviço cristão e menos pragmatismo, mais santidade e menos relativismo, mais obediência à Palavra e menos consumismo, mais amor, compaixão e oração e menos individualismo, para que assim os músicos dependam mais de Deus e reflitam a Sua glória pelo cumprimento da Sua vontade. Tudo isso é possível, porque Deus mesmo nos capacitará a isso, nossa função é somente nos dispor como instrumentos para Ele nos moldar e usar.

"Visto como, pelo seu divino poder nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio, a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; com a fraternidade, o amor. Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." (II Pe 1.3-8)