6 de outubro de 2011

DESABAFO...

O meu espírito está angustiado
O meu coração perturbado
E o meu pensamento atribulado.

Ninguém compreende mais a verdade
Todos buscam uma liberdade
Que a cada dia nos afasta da santidade.

A esperança cessou!
A alegria terminou!
A motivação acabou!

Imediatamente
Uma voz no meu consciente
Falou tão mansamente:

Não olhe para você
Foque em mim.
Eu não preciso de você
Mas você precisa de mim.

Quero te ensinar
Quero te moldar
Até que você aprenda
Que a sua esperança
Motivação e alegria
Deve somente estar em me amar!

Então o seu espírito alívio encontrará
O seu coração ânimo gozará
O seu pensamento quieto ficará
E eternamente
Você me adorará!

26 de setembro de 2011

A MULTIPLICAÇÃO DA GRAÇA

Alguns de nós já conhecemos a narrativa que encontramos em João 6.1-15 sobre a multiplicação dos pães e peixes que Jesus realizou. Este foi o único milagre de Jesus que aparece em todos os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), com certeza podemos aprender muitos ensinamentos com esse conhecido milagre de Jesus, mas gostaria de compartilhar o que pude aprender sobre a pessoa de Jesus, de como Ele agiu através das circunstâncias e por meio das pessoas quando multiplicou os pães e peixes para alimentar a multidão.

É interessante observar como cada personagem que aparece nesta narração agiu e como demonstraram quem Jesus era em suas vidas e o mais surpreendente é observar como Jesus demonstrou sua graça grandiosa para cada um deles.

O relato nos diz que uma numerosa multidão o seguia, essa multidão percorreu um longo caminho para estar com Jesus, ele ensinou sobre Deus por algum tempo para eles e mesmo sabendo que a multidão o seguia somente porque viram os sinais miraculosos que Ele havia realizado aos doentes, e provavelmente estariam o seguindo por terem interesses no que Ele poderia oferecer em favor as suas necessidades, Jesus se compadeceu e quis alimentá-los. A Palavra de Deus diz que todos ficaram satisfeitos após se alimentarem e ainda sobraram 12 cestos com pães e peixes. Quantas vezes eu e você não procuramos a Jesus por interesses ou o seguimos pelo simples fato de poder obter algo favorável a nós? Jesus fez questão de mostrar que Ele teve a iniciativa de suprir uma necessidade do povo independente se eles mereciam ou não. Ele mostrou que não importa o quanto ele pode distribuir a sua graça a nós, Ele sempre tem o suficiente para dar mais, porque Ele não é mesquinho.

Agora, ao olhar para os discípulos podemos concluir que quando Jesus pergunta para Filipe onde comprariam alimentos para a multidão, Ele já tinha algo pensado e planejado, Jesus sabia o que faria e qual seria o resultado, e como já lemos, Ele só queria testar Filipe, e Filipe por sua vez, demonstrou que só conseguia ver pelo ângulo do mundo natural (pelo óbvio), ele não fazia idéia do que Jesus era capaz de fazer, ele não cria o suficiente para dizer: "Não temos como alimentar a multidão, mas Tu podes providenciar se quiseres". André o outro discípulo que aparece na narrativa, ele apresenta o rapaz com o seu lanche e tenta provar que aquilo não era o suficiente para alimentar tantas pessoas. Mas como já lemos, para o propósito do Senhor aquele "lanchinho" era o suficiente. Quantas vezes questionamos a Deus, como Filipe e não cremos que Ele já tem planejado o melhor para as nossas vidas? Ou quantas vezes agimos como André tentando provar que a nossa necessidade ou o nosso problema é maior do que o nosso Deus? Jesus sabia o que Ele estava por fazer, não havia motivo algum para pânico ou insegurança devido ao problema e Ele realizou o milagre de forma bem organizada e de forma abundante.

O último ponto que gostaria de destacar, seria o rapaz que deu o seu lanche a Jesus. Naquela época o "pão de cevada" que o rapaz carregava, era o pão mais barato e o mais consumido pela classe mais pobre da sociedade, os dois peixes que carregava, eram peixes pequenos e salgados e alguns estudiosos comentam que provavelmente aquele rapaz era um escravo. Não temos detalhes sobre a ação e reação do rapaz, mas pelo que lemos, ele não questionou a Jesus, ele não duvidou do que Jesus era capaz de fazer e não negou ou ficou dando desculpas quando Jesus quis usá-lo para dar a provisão do que a multidão precisava naquele momento. No final deste texto observamos que Jesus foi glorificado, pois todos reconheceram (reconheceram naquele momento pelo menos, mesmo muito deles não terem se convertido verdadeiramente e mais tarde terem abandonado a Cristo) que Ele era aquele que viria para livrá-los de seus pecados ou das opressões que sofriam na época, eles chamaram a Jesus de "o profeta que deveria vir ao mundo" (v. 14).

Será que você é como a multidão que segue a Jesus somente para obter algo e não com a motivação de adorá-lo por quem Ele é simplesmente? Ou será que você é como os discípulos que vive questionando, duvidando sobre como a graça de Deus pode alcançá-lo ou como a Sua vontade pode ser a melhor para você? E por fim, será que você é como aquele rapaz que mesmo não podendo entender todos os porquês da vida, está pronto a obedecer a Jesus e servi-lo para o benefício da igreja, família ou amigos, para que possam o conhecer e o reconhecer como aquele que veio para nos salvar e ser nosso Senhor e como aquele que é cheio de graça e bondade e por isso, merecedor de toda glória? Assim como Jesus fez com a multidão, Ele quer alimentar a sua mente com a Palavra dele e está pronto a suprir suas necessidades quando elas forem reais, não porque merecemos, mas porque ele é gracioso e quer ser glorificado através das nossas vidas.

"Porque a tua graça é melhor do que a vida, os meus lábios te louvam." Salmo 63.3

21 de julho de 2011

A PARTITURA GUIA

Sabe quando você procura
As notas certas tocar
Mas não entende a razão
Por que não consegue a música escutar?

É quando preciso lembrar:
"Enganoso é o meu coração"
Preciso buscar uma nova canção.

Meu caminho não posso entender
O propósito é difícil saber
Mas uma certeza posso ter:

Somente Deus pode compor novas canções
Em nossos desafinados corações!


"Confia no SENHOR de todo o seu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas." Pv. 3.5-6

30 de maio de 2011

HEMÃ, UM MÚSICO FIEL

No reinado de Davi e Salomão, foram nomeados três músicos de destaque: Asafe, Hemã e Etã, cada um pertencia a alguma família da tribo de Levi. É muito comum ao ouvir sobre música no AT, principalmente na época de Davi e Salomão, atribuirmos a parte musical nos cultos a Asafe, que realmente foi um excelente músico, um grande líder, porém falarei sobre Hemã que foi um músico a altura de Asafe também, um exemplo de servo e onde podemos nos desafiar ao olhar para sua fidelidade ao chamado que Deus o confiou.

Hemã era da tribo de Levi e do clã dos coatitas, era músico, filho de Joel e neto do profeta Samuel (I Cr. 6.33). Hemã no hebraico significa "Fiel", este nome aparece dezesseis vezes na Bíblia. Hemã sempre serviu ao Senhor junto com Etã e Asafe, ele foi um famoso líder de música no último período do reinado de Davi, quando celebravam os cultos no Tabernáculo e depois, no governo de Salomão, no Templo, após sua construção e inauguração (I Cr. 6.33-48). Asafe, Hemã e Etã (algumas vezes aparece com o nome de Jedutum) fundaram as três primeiras famílias de cantores (I Cr. 25).

Depois do reinado de Davi e Salomão, a descendência de Hemã e seus companheiros continuaram a servir juntos no Templo, vemos claramente isso nos reinados de Ezequias e Josias. Eles mostraram que mesmo em tempos de glória como de Davi e Salomão (no aspecto de adoração e culto a Deus), até nos momentos difíceis onde a descendência de Hemã e seus companheiros enfrentaram, com os reinados de Ezequias e Josias quando o povo se tornou perverso e idólatra, eles permaneceram unidos servindo, sempre prontos a cumprir com a suas funções.

Outro aspecto na vida de Hemã que admiro, é que ele sempre estava pronto a servir quando solicitado pelos reis, seja no serviço no Templo ou em outra cidade como vemos em I Cr. 16.37-43. Depois que a Arca fora levada para Jerusalém, o grupo de Asafe permanece em Jerusalém, enquanto o de Hemã e Jedutum (Etã) são enviados para Gibeão, por ordem do rei. Mais tarde novamente, vemos a descendência de Hemã, obedecendo e servindo aos novos governantes.

A primeira tentativa que Davi teve para carregar a Arca, foi um fracasso, pois ele não obedeceu as exigências do Senhor, mas na segunda tentativa, Davi aprendeu e chamou os levitas para levarem a Arca para Jerusalém. Foi então que Hemã e seus companheiros ofereceram o culto, o louvor ideal que agrada a Deus. Eles lideraram um coral e uma orquestra  e tudo foi muito bem organizado (I Cr. 15.16-28). Depois quando a Arca foi levada finalmente para o Templo, no reinado de Salomão, Hemã e seus companheiros lideraram o grande louvor e ações de graças ao Senhor, por sua provisão fiel (II Cr. 5.12-14). Lemos que o louvor nesta ocasião foi tão perfeito, tão agradável ao Senhor, que Ele mesmo se manifestou e apareceu por meio de uma nuvem. Já imaginaram isso? A excelência do serviço fez com que a glória de Deus enchesse aquele lugar. Será que quando nós estamos servindo a Deus e não buscamos dar o nosso melhor ou não nos esforçamos para fazer mais, nos aperfeiçoar, será que Deus se agrada? Tenho convicção de que não, vejo como algo muito sério esta questão, pois além de não agradar a Deus, Ele não será glorificado no ministério, percebo isso muito claramente nos exemplos deixado nas Escrituras. Excelência não é sinônimo de perfeição, mas devemos sempre oferecer o melhor a Deus, pois Ele é grandioso, majestoso, cheio de beleza, Ele é digno do nosso melhor. Não temos justificativa para oferecer menos do que isto.

Hemã foi chamado de vidente ou profeta do rei, há uma clara conexão entre profetizar e compor música das Escrituras, pois esta prática exigia direcionamento da parte de Deus. Hemã conhecia a Deus. Isso nos mostra que nos tempos bíblicos, a fala ou o canto podiam ser inspirados sem que houvesse êxtase ou ausência de controle ( I Co 14.26-33). Estudiosos afirmam que alguns dos Samos: 42-49; 84-85; 87-88; podem ter sido escritos por Hemã. Ele foi famoso por sua sabedoria, foi até comparado com a grandiosa sabedoria de Salomão (I Re 4.31)!

Deus exaltou e abençoou Hemã por sua fidelidade e serviço, dando 14 filhos e 3 filhas a ele (I Cr. 25.4). É interessante notar que Hemã criou e dedicou seus filhos ao Senhor (I Cr. 25.6). A tradução dos nomes de seus filhos na sequência soa uma oração sobre o chamado do cantor e profeta: "(6) Sê grandioso ó Senhor, (7) sê grandioso para comigo! (8) Meu Deus, A Ti (9) tenho louvado (10) e exaltado pela ajuda; (11) embora seja miserável, (12) tenho proclamado (13) as mais altas (14) visões."

Todos os filhos de Hemã seguiram o ministério após a sua morte. As três filhas também participavam da parte musical (Davi menciona em Sl 68.25). Muito tempo depois, no período do avivamento que aconteceu no reinado de Ezequias, é interessante notar que os descendentes dele, ainda estavam entre os primeiros levitas que se envolveram na purificação e re-consagração do Templo (II Cr. 29.14,15). Mais tarde ainda, quando o rei Josias encontrou o livro da Lei, e reiniciou o culto no Templo, depois de um período de perversidade e idolatria, novamente foram os descendentes de Hemã e Asafe os primeiros a liderar a música no Templo (II Cr.35.15). Ser fiel ao nosso chamado também requer que ofereçamos os nossos filhos ao Senhor, dificilmente você vê um pai ou uma mãe ansiando, ou incentivando para que o seu filho seja pastor ou missionário. Mas creio que uma das nossas funções, é ensinar nossos filhos a amarem missões, a se dedicarem ao ministério, seja qual for ele.

Hemã passou por bons tempos ao lado de Davi e Salomão, já os seus filhos não, eles viveram numa época durante os terríveis tempos de idolatria que Judá experimentou após a morte de Salomão, mas eles permaneceram fiéis, eles foram perseverantes. Nós temos sido perseverantes? Temos sido fiéis?

Hemã e seus descendentes tiveram influência e proeminência no ministério de música, pois cantavam harmoniosamente e tocavam seus instrumentos diante do Senhor. Eis a razão pela qual Deus o honrou e o fez reconhecido através das gerações. Que possamos assim como Hemã sermos fiéis e que Deus possa nos dar o privilégio de ver a nossa geração o servindo com alegria e devoção, para que em todas estas coisas Deus possa ser glorificado!


"Ora, além disso, o que se requer dos dispenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel." I Co 4.2

___________________

Bibliografia:


CARSON, D. A. et al. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2009. 

GARDNER, Paul. (Ed.). Quem é quem na Bíblia. São Paulo: Vida, 1999.

PFEIFFER, Charles F.; HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: EBR, 1988.


27 de janeiro de 2011

"BASTA CADA DIA O SEU MAL"

Como é fácil sentir medo!
Percebo que muitos dos meus temores,
São genuínos e reais,
Outros, imaginários e vãos.
Às vezes por causa do físico,
Outras vezes, pela enganosa e traiçoeira emoção.
Quando não são por mim, são por alguém
Mas de qualquer forma, é desagradável esta sensação.

É triste, é solitário
Porque nega a Deus
Rejeita a paz
Me afasta da piedade
Do prazer pela vida
E do anseio pela eternidade.

Quando temo,
Olho para mim
E inevitavelmente vejo:
Frustração, amargura, ira,
Então, consequentemente
A desconfiança, inibição, indecisão e rebeldia
Jorram, frutificam, paralizam, imobilizam
E obstinadamente tomam meu coração!

Mas como é esperançoso saber
Que ao olhar para cima e fixar no alvo
Posso descansar, esperar e confiar
Através da oração, com louvor, em adoração,
Não esquecendo da confissão
E nunca deixando a gratidão,
Que em Deus,
Todo medo é lançado para longe
Revertendo o tormento em alegria
Para me moldar,
Para que eu possa me deleitar
Em Suas provisões, em Sua segurança
E por fim, me aperfeiçoar
Em Seu perfeito amor!

"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo..." I João 4.18

Viviam Paizam