30 de junho de 2010

PERDOE!

Alguma vez alguém te magoou ou te decepcionou ao ponto de você ter dificuldade genuína de perdoá-lo? Isso já aconteceu comigo, e foi muito desagradável conviver com isso. Mas observei algumas atitudes de Cristo que não tinha feito sentido para mim antes desse acontecimento, e que depois fez toda a diferença na forma como agi e reagi.

As atitudes de Jesus que mais me fascina, era a humildade, a compaixão, o amor que Ele demonstrava para com o próximo que era pecador. É um desafio para mim, ser imitadora e seguir esse exemplo. Cristo repreendeu seus discípulos, reprovou as intenções e motivações dos escribas e fariseus, era firme em seus ensinamentos, contudo, sem rebaixar ou menosprezar ninguém. Devemos nos atentar para esse lado da vida de Cristo também, sua bondade e mansidão.

Por que é tão difícil perdoar quem nos ofendeu? Por que é tão difícil ter uma atitude nobre diante de quem julgamos não ser digno para isso? É comum nos indignarmos com a dureza do coração das pessoas, mas nosso julgamento equivocado acontece quando achamos que não iremos cometer pecado igual ou maior que aquela pessoa cometeu, que não é verdade, porque "aquele, pois, que pensa estar de pé, veja para que não caia" (I Co. 10.12), ou quando nos consideramos melhores, mais espirituais, mais maduros que a pessoa que errou, que também não é verdade, pois "... não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um." (Rm. 12.3). Mas quando reconhecemos o quão igualmente pecadores somos e relembramos o que Cristo fez por nós na cruz, mesmo sendo imerecedores, podemos chegar a conclusão que é possível sim, amar e perdoar o próximo, é possível ter compaixão da pessoa que Deus quer transformar, assim como quer transformar a sua vida também.

A vida não é fácil, enfrentaremos oposições e tempestades, mas devemos lembrar que sempre vale à pena seguir e obedecer a Deus. Se Ele diz que é possível amar e perdoar, é porque Ele mesmo nos capacitará a isso, e sem sombra de dúvidas, quando nos dispormos a fazer e estar dentro da vontade de Deus, encontraremos e gozaremos da mais perfeita paz e alegria. Cristo enfrentou oposição, foi traído, injustiçado, abandonado por seus amigos no momento que mais precisou, mas permaneceu firme até a morte, e morte de cruz. Cristo não olhava para si ou suas necessidades, ele tinha a visão e a convicção da vontade de Deus em sua vida, ele tinha certeza da razão do seu chamado.

Philip Yancey escreveu: "Ninguém está isento da tragédia ou da desilusão, o próprio Deus não esteve isento. Jesus não ofereceu qualquer imunidade, nem qualquer caminho para escapar da injustiça, mas, em vez disso, um caminho para atravessá-la até chegar do outro lado."

Eu anseio o dia em que Cristo voltará e nos levará para um lugar, onde não mais pecaremos nem contra Deus nem contra o próximo, onde teremos a plena liberdade de adorá-lo e servi-lo com sinceridade, sem as diferenças, sem as dificuldades interpessoais. Mas enquanto esse dia não chega, decidi: Irei perdoar o próximo, irei amar a Deus, independente das circunstâncias, pessoas ou meus próprios sentimentos.

28 de junho de 2010

O EXEMPLO DE AGAR

Vou falar um pouco sobre o que aprendi estudando Gênesis 16.1-16 e as conclusões que tomei observando a vida da serva de Sarai, Agar.

Antes vamos relembrar o que esse texto diz de forma bem sucinta: Sarai não consegue engravidar, e mesmo sabendo da promessa que Deus havia dado a Abrão sobre um filho, ela sugere a Abrão, que tenha relações sexuais com sua serva Agar, para que assim, ela pudesse conceber um filho para a descendência da família. E Abrão por sua vez, concorda com a sugestão. Após Agar perceber que estava grávida, começa despresar Sarai o que gera muitos conflitos entre a família (vv. 1-6). Então, Agar é hostilizada por Sarai e foge da presença da sua senhora para o deserto, onde encontra o Anjo do Senhor, que exerce compaixão em sua vida e lhe promete multiplicar sua descendência por meio de Ismael. Agar ora para o Senhor, e segue as orientações do Anjo, voltando para Sarai e gerando o filho de Abrão, prometido pelo Senhor, Ismael (vv. 7-16).

Podemos observar que tudo isso aconteceu, porque Sarai e Abrão não confiaram em Deus. A conclusão que chego é que a falta de confiança em Deus, gera decisões precipitadas e essas por sua vez, consequências irremediáveis. Sim, o erro principal que gerou todos os outros, foi a incredulidade.
A falta de confiança em Deus nos fará suscetíveis a ouvir maus conselhos e propensos a tomar decisões precipitadas. Sarai não esperou na promessa de Deus que lhe daria um filho. Em seu desespero por ser uma vergonha depois de tantos anos ainda não ter filhos, Sarai deu um mau conselho para Abrão, e Abrão, ouviu e tomou essa decisão precipitada. Sarai oferece sua escrava a Abrão para que assim fosse "edificada" (v.2), algo que jamais aconteceria, pois isso era pecado.

Além disso, a falta de confiança em Deus resultará em sofrimento e discórdia. Quando Sarai deu Agar para Abrão a possuir, ela estava observando a prática costumeira da época das fábulas da antiga Nuzi. Mas eles deveriam ter ouvido aos ensinamentos de Deus e seguido um padrão diferente dos outros povos. Como não poderia ser diferente, logo Agar começou a desprezar Sarai, e Sarai teve mágoas de sua escrava. Reparem que todas as pessoas envolvidas nesse pecado sofreram. Sarai começou a humilhar sua escrava, que provavelmente foi ter dado pesadas obrigações ou castigo corporal, tanto que Agar não aguentou e fugiu da sua presença.


Mas, o que quero destacar nesse texto, é a sequência dele, o que aconteceu com Agar depois de tudo isso. Quero compartilhar o que aprendi com a vida dessa escrava! 

A primeira lição que pude tirar ao observar a ação e a reação dessa escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus, devemos estar prontos a confessar nossos erros. Agar foge para o deserto e caminha em direção a Sur, estrada para o Egito, que era um fronteira que os egípcios mantinham para se proteger de invasores, mas por ela ser uma escrava, não tinha o direito algum de fugir da presença de seus senhores. No deserto, Agar encontra o Anjo do Senhor que a orientou e a confortou. Esta foi a primeira vez que o Anjo do Senhor apareceu na terra, esse anjo era o próprio Deus. Ele questiona Agar, que prontamente e voluntariamente responde a suas perguntas.


A segunda lição que observei na vida dessa escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus, devemos obedecê-lo mesmo que isso não seja agradável aos nossos olhos. A princípio, foram muito dura as palavras do Anjo, que manda Agar voltar para a sua senhora e se humilhar perante ela. Imaginem a situação muito difícil e constrangedora que Agar iria sofrer. Mas para obedecermos a Deus não podemos ser soberbos e devemos nos submeter ao que Ele nos pede. Agar deveria voltar e aguardar a promessa que o Anjo do Senhor lhe havia feito, que faria de seu filho o chefe de uma grande nação. 

A última lição que gostaria de destacar da vida da escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus devemos buscá-lo e confiar que Ele direcionará o nosso caminho. Agar reconhece a Deus como aquele que é cheio de graça e bondade, aquele que vê o menos favorecido. Ela reage com fé quando ora a Deus. O poço que provavelmente ficava nas proximidades de Cades, cerca de 80 km de Berseba, recebe o nome Beer-Laai-Roi, que sua possível tradução é "O poço do vivente que me vê". Agar então volta para seus senhores, onde concebe a seu filho e lhe põe o nome de Ismael, que significa: "Deus ouve". 

Será que estamos sempre prontos a confessar nossos erros quando Deus nos confronta com Sua Palavra?! Será que estamos prontos a obedecer a Deus, mesmo que isso nos custe em sofrimento e humilhação diante dos homens?! Será que esperamos e confiamos o suficiente em Deus ao ponto de deixá-lo dirigir nossos passos, e fazermos isso com alegria?! 

Mesmos sendo falhos, Deus SEMPRE estará pronto a exercer compaixão e disposto a nos abençoar, quando ouvirmos a Sua voz!!!

27 de junho de 2010

Nossa atravessia do Mar Vermelho...

Você chegou ao mar vermelho da sua vida,
Onde, a despeito de tudo quanto você fizer,
Não há saída, não há fuga,
Não há outro caminho, senão ir em frente?
Então, confie no Senhor com fé serena,
Até que se vá a noite do seu temor;
Ele enviará o vento, separará as águas,
Ao lhe dizer: "prossiga."
A mão dEle o guiará por todo caminho -
Todo -
Antes de as mulharas de águas rolarem,
Nenhum inimigo o alcançará, nenhuma onda,
Nenhum mar poderoso poderá afogá-lo;
Podem as ondas perseguidoras encrespar-se,
E sua espuma aos seus pés deter-se;
Contudo, sobre o seu leito você andará
De pés enxutos,
Pela senda que o Senhor abrirá.
Na vigília da madrugada, sob a nuvem,
Você não verá ninguém, senão o Senhor,
Guiando-o desde o mar,
Até a terra que você ainda não conhece;
Passarão seus temores, como seus inimigos
Passaram;
Você não terá mais medo;
Você cantará louvores a Ele, num lugar melhor,
Um lugar feito pelas Suas mãos.

ANNIE JOHNSON FLINT