30 de dezembro de 2010

O PENSAR QUE REFLETE NO PLANEJAR

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR." Isaías 55.8

Deus planejou quando ao mundo criou
E o Seu pensar se reflete em amar.
O homem planejou Deus se tornar
E o seu pensar resulta em odiar.
Deus planejou quando ao homem castigou
E o Seu pensar se reflete em restaurar.

Não devo pensar? Não devo planejar?
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra." Cl 3.2

Deus planejou quando a Cristo sacrificou
E o Seu pensar se reflete em reconciliar.
O homem planejou visando sua apologia
E o seu pensar se torna uma utopia.
Deus planejou quando ao homem inspirou
E o Seu pensar é para a amizade transbordar.

O que pensar? O que planejar?
"... penso em todos os teus feitos e considero nas obras das tuas mãos." Sl 143.5

Deus planejou quando o fim determinou
E o Seu pensar é para o homem recompensar.
O homem planejou baseado no seu ideal
E o Seu pensar somente fantasia o surreal.
Deus planejou quando o paraíso formou
E o Seu pensar é para a Sua essência perdurar.

Para que pensar? Para que planejar?
"... levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo." II Co 10.5

Deus planeja
Incumbir Seu querer
Superabundar Sua graça
Realizar Sua vontade
Manifestar Sua glória.

Para que o homem pense
Somente em depender
Somente em entregar
Somente em servir
Somente em adorar!

"Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." Isaías 55.9

Viviam Paizam

17 de setembro de 2010

OBRIGADA SENHOR

Pois,

Independente do meu querer
Tu és consolador.
Independente do meu obedecer
Tu és confrontador.
Independente do meu entender
Tu és justo.
Independente do meu perceber
Tu és cuidadoso.
Independente do meu merecer
Tu és gracioso.

Independente do meu escolher
Tu és redentor.
Independente do meu reconhecer
Tu és fiel.
Independente do meu olhar
Tu és presente.
Independente do meu sentir
Tu és carinhoso.
Independente da minha dor
Tu és poderoso.
Independente do meu alegrar
Tu és bondoso.
Independente do meu confiar
Tu és maravilhoso.
Independente do meu cantar
Tu és majestoso.

Independente de tudo
Tu és Deus.

Obrigada!


Viviam Paizam

30 de agosto de 2010

VIDA MISSIONÁRIA?

Hoje resolvi escrever sobre alguém que admiro muito, seu nome é Amy Carmichael. Ela foi missionária e autora de 35 livros publicados e pensamentos sobre missões e vida cristã. Nasceu em 1867 em Millisle, na Irlanda do Norte e faleceu em 1951 na Índia.

Amy foi desafiada a entregar sua vida à missões quando tinha 24 anos apenas. Essa missionária permaneceu 56 anos na Índia, e ficou ali até sua morte, sem voltar para sua terra natal. A princípio teria um trabalho somente com mulheres, juntamente com outros missionários. Mas logo, ela soube que muitas crianças, especialmente meninas, eram vendidas ao templo (muitas vezes porque os pais não tinham dinheiro para sustentá-las) para serem as "mulheres dos deuses", mas que na verdade esse título, era só um meio para encobrir a prostituição infantil que ali acontecia, iniciada pelos sacerdotes. Algumas dessas meninas chegavam ao templo ainda recém-nascidas e nunca mais saiam de lá. Foi onde Amy começou a fazer "resgates" das crianças que ali eram escravas, e levá-las para sua casa, mesmo sem o apoio e a ajuda de seus colegas missionários, que a criticaram muito e a desencorajaram. Amy enfrentou tudo isso por amor as crianças, com o intuito de evangelizá-las. Amy sofreu muitas perseguições, ameaças, foi acusada de sequestro. Não temos muitas informações de tudo o que ela passou, pois Amy, não quis escrever em sua biografia esses acontecimentos em detalhes, contudo, sabemos que ela não desanimou em sua missão.

Amy fundou um orfanato em Donahvur, em Tamil Nadu, no sul da Índia. A sua luta pela libertação das crianças, que a princípio era só com meninas, porém, posteriormente se estendeu a meninos também, chegou a abrigar centenas de crianças, formando uma aldeia, todas vítimas da prostituição religiosa. Essa corajosa missionária impactou e influenciou a vida religiosa e social do país. Por sua causa, a prostituição ritual de crianças, foi denunciada e proibida pelo governo do país. E depois da nova lei instituida pelas autoridades, todas as crianças mantidas nos templos foram libertadas.

Que vida! Que exemplo! Quanto amor por Deus essa missionária deveria ter! Ao ponto de enfrentar todos, por amor as pessoas perdidas. Ela não se deixou abalar pelas circunstâncias desfavoráveis a ela, nem os sofrimentos que tudo isso certamente lhe causava, mas antes, ela fixou no alvo e permaneceu firme até o fim!

Amy definia missões como: "A vida missionária é simplesmente uma forma de morrer."

Fico a pensar, como será a "forma" que morrerei? Você já pensou nisto?

Terminarei com um poema escrito por ela, vamos ler e refletir:

Não tens cicatrizes?
Nenhuma cicatriz, no pé, na mão, ou no lado?
Ouço-as saudando a brilhante estrela da manhã.
Não tens cicatrizes?
Não tens ferimentos?
Contudo, fui ferido pelos arqueiros.
Encostaram-me numa árvore, para morrer,
E rasgado por bestas vorazes, que me rodearam,
Desfaleci.
Não tens ferimentos?
Nenhum ferimento? Nenhuma cicatriz?
Sim, seja o servo como o seu senhor;
Os pés que me seguem são traspassados.
Contudo, os teus ainda estão íntegros.
Teria seguido até bem longe
Aquele que não tem ferimentos?
Nenhuma cicatriz?

Amy Carmichael

25 de agosto de 2010

VOCÊ SABIA?


Essa semana lendo um livro para fazer um teste de teologia no seminário, me deparei com algo que achei muito interessante. É muito comum ao falar da morte de Cristo, ouvirmos que Ele sofreu tremendamente antes de sua crucificação. Mas você sabia que seu maior sofrimento foi durante a crucificação? Você já leu ou ouviu sobre o que os "criminosos" crucificados passavam na cruz? Vou tentar ser sucinta ao descrever o que li, escreverei sobre as quatro dores de Cristo na cruz.

A primeira dor que Cristo sofreu na cruz, com certeza foi a dor física. "Um criminoso crucificado era essencialmente forçado a infligir sobre si mesmo uma morte bem lenta por sufocação. Quando os braços do criminoso eram estendidos e fixados por pregos na cruz, ele tinha de sustentar a maior parte do peso do corpo com os braços. A caixa torácica era forçada para cima e para fora, tornando difícil o ato de expirar a fim de inspirar o ar fresco. Mas quando a ânsia da vítima por oxigênio se tornava insuportável, ela tinha de pressionar a si mesma para cima com os pés, dando dessa forma um apoio mais natural para o peso do corpo, tirando dos braços parte do peso e permitindo que a caixa torácica se contraísse de modo mais normal. Ao forçar dessa forma o corpo para cima, o criminoso podia deter a sufocação, mas isso era extremamente doloroso, pois exigia que colocasse o peso do corpo sobre os pregos que prendiam os pés e que flexionasse os cotovelos e os pressionasse para cima sobre os pregos cravados nos pulsos. As costas do criminoso, rasgadas repetidas vezes por chicoteamento anterior à execução, era esfregada contra a cruz de madeira a cada respiração". Geralmente os homens crucificados ficavam vivos por muitos dias, mesmo com a agonia da sufocação, por isso, muitas vezes os soldados quebravam as pernas do criminoso, porque como não teriam onde apoiar mais para respirarem, eles morreriam mais rápido". Imaginem a dor que Cristo sofreu! No caso da crucificação de Cristo, por estar próximo a páscoa, as pessoas pediram para que quebrassem as pernas logo dos "criminosos", mas Cristo já estava morto, então foi desnecessário isso.

A segunda dor, foi a "dor psicológica" que Ele sofreu ao carregar a culpa dos nossos pecados. Reparem que quando pecamos, não ficamos com uma angústia e um amargo sentimento? Quanto mais próximos estamos de Deus, mais repugnância sentimos quando nos deparamos com o pecado. Agora imaginem Cristo, que era puro, santo, perfeito, sem mácula, sem pecado, a tortura que ele não deve ter passado ao carregar todo o nosso pecado naquela cruz.

E isso nos leva para a terceira dor, a dor do abandono, porque Cristo passou por isso tudo sozinho. Todos em sua volta o abandonaram, inclusive o próprio Deus! Cristo foi separado totalmente naquele momento da comunhão com o Pai, o relacionamento que mais lhe dava alegria, e a única força interior que Ele poderia ter nesse momento de repleta tristeza. E o mais admirável é que Ele sofreu tudo isso sem reclamar, sofreu tudo isso até o fim. E por último, Cristo sofreu a dor de suportar a ira de Deus sobre Ele por causa dos nossos pecados, o meu e o seu. "Sacrifício que sofre a ira de Deus até o fim e, dessa maneira, transforma a ira de Deus contra nós em favor." Rm. 3.25.

Depois de ler todas essas coisas, fiquei impressionada em pensar o que o amor de Deus por nós foi capaz de suportar. Jamais poderei retribuir o que Cristo fez por mim, nunca farei algo que pagará o que Ele passou por mim. Mas gostaria sim, de entregar minha vida, minha devoção, minha fidelidade, como um gesto de gratidão pelo seu imensurável amor por mim!

*resumido e adaptado do livro: Teologia sistemática, Wayne Grudem, capítulo 27.

16 de agosto de 2010

PROJETO

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para valorizar pensamentos humanos da autonomia
Para alimentar a autossuficiência, a autossoberania.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para pensar o tempo todo, que não parece justo, nem honesto
Para esquecer que Seu caminho é seguro e correto.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para ignorar a evidência que irei morrer
Para caminhar de modo que mesmo longe de Ti posso viver.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para compor a minha própria história
Para viver visando uma boa e fútil memória.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para ansiar por liberdade
Para adorar minha vontade.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para buscar status, posição e manter uma aparência
Para esquecer que o importante é conhecer Sua essência.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para ser amarga em minha avaliação
Para me iludir que posso sem Ti obter a correção.

Eu reconheço
Que não fui projetada
Para amar coisas, pessoas e lugar
Para ter em meu coração aquilo que não deve ser o meu motivar.

Eu reconheço
Que fui projetada
Para estar com Você.
Para buscar refúgio em Você.
Para depender de Você.
Para falar com Você.
Para colocar tudo embaixo de Você.

Simplesmente fui projetada
Para reconhecer
Que minha vida é Você.


Viviam Paizam

5 de agosto de 2010

SABEDORIA, QUEM A ACHARÁ?

A "sabedoria" era muito discutida no antigo Oriente Médio. Nesse período, eles consideravam que os deuses tinham o poder da sabedoria. Países como Egito, Mesopotâmia, Edom e Fenícia, tiveram homens sábios que davam conselhos visando uma boa qualidade de vida para seus povos. Sócrates, Confúcio e Buda, também são considerados como exemplos de sábios. A sabedoria dos gregos, por exemplo, concentrava-se no intelecto e no conhecimento perfeito, se a pessoa tivesse isso, viveria bem, pois era uma virtude, uma honra ter o conhecimento. Já a sabedoria hebraica é bem diferente em sua essência dos outros povos e nações, mesmo tendo sua forma literária semelhante à de outras culturas, não é baseada em teorias ou especulações. É algo aplicável no dia a dia, baseado nos princípios revelados nas Escrituras, entre o certo e o errado. Essa sabedoria revela o ensino da pessoa de Deus, e os hebreus esperavam que uma vez adquirida, a pessoa pudesse aplicar ao seu cotidiano. Essa sabedoria não era baseada na vontade, preferência, gosto ou estilo humano, mas sim, no padrão divino.

Mas de todos os povos e sábios, Salomão é sem dúvida o maior deles, conhecido, reconhecido e seguido por muitos e em muitos tempos. Salomão significa "homem de paz" ou "pacífico". Esse nome aparece trezentas vezes no Antigo Testamento e doze vezes no Novo Testamento, sempre associado ao assunto de sabedoria ou riquezas. As Escrituras nos mostra o exemplo de Salomão que quase demonstrou impressionantemente sua sabedoria, senão fosse sua queda já em sua velhice. Tudo isso devido as más escolhas que fez, e como consequência o tornou um homem insensato em seus últimos anos de vida. No livro de Eclesiastes nos mostra que Salomão passou por tempos amargos, de desilusão, frustração, desespero, pessimismo. Sua vida demonstrou mais um alerta para as pessoas do que como um exemplo a ser seguido de espiritualidade e moralidade.

Podemos tirar muitas lições desse exemplo, pois percebemos claramente que a pessoa sábia, não é aquela que muito se esmerou em conhecimentos e estudos, e sim, aquela que não se deixa vencer pelas tentações que certamente aparecerão pelo caminho. A verdadeira sabedoria é aquela que recebemos de Deus mediante a nossa comunhão contínua e progressiva nele, como lemos em Jeremias 9.23,24: "Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, e faço misericórida, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor."

Podemos adquirir sabedoria mediante o conhecimento, pela experiência de vida, mas, o principal meio e que definirá nossa maneira sábia de proceder, é mediante a vida espiritual que teremos. É a obra de Deus em nós em nos moldar a imagem de Cristo em nossas vidas que nos tornará pessoas sábias.

A suma de uma vida bem sucedida aos olhos de Deus encontramos em Eclesiastes 12.12-14. É claro observarmos e concluirmos que a busca por conhecimento por mera satisfação pessoal e intelectual leva a exaustão, sem nenhum proveito maior. Somente quando tememos a Deus e buscamos conhecê-lo, guardando seus mandamentos, é que podemos caminhar de acordo com a moral, intelectual e espiritualidade que Deus quer de nós. Devemos procurar viver tão sabiamente nesse mundo sabendo que no final, no Tribunal de Cristo, iremos identificar sábios idênticos e pessoas que careceram de sabedoria.

Deus é o princípio de toda sabedoria (Jó 28.28). Devemos ouvir a sabedoria de Deus atentamente (Pv. 2.2), pois só encontraremos a felicidade verdadeira, quando não nos apoiarmos nas nossas realizações ou quando não nos empenharmos tanto em suprir o que desejamos e achamos que é o melhor para nós, mas sim, quando encontrarmos a verdadeira sabedoria (Pv. 3.13), mas isso acontecerá, só quando buscarmos a Deus e formos sinceros em nossa adoração a Ele (Pv. 2.4-5). Lembrando, que Deus mesmo é quem nos dá a sabedoria quando a pedimos (Tg 1.5). "Deus é tudo o que precisamos, podemos até ter amigos para segurar nossa mão no leito de morte, mas só Deus é quem pode nos dar a verdadeira vida, podemos até ter conselheiros que nos confortarão em meio a adversidades, mas só Deus pode acalmar as tempestades de nossas vidas, até os filósofos podem discutir e se esmerar em nos dar o significado da vida, mas somente Deus pode dar o sentido da vida".

Busquemos pois, a verdadeira sabedoria, a sabedoria de Deus, e gozemos as recompensas que encontraremos nela!

22 de julho de 2010

NÃO VEJO A HORA, E VOCÊ?

"Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça." II Pedro 3.13

"Sede vós também pacientes e fortacelei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima." Tiago 5.8

Nesses últimos tempos, tenho pensado muito no céu, e percebo que na verdade, o que a bíblia diz sobre esse lugar é muito mais rico que essa palavra nos transmite, ela diz que será novos céus e uma nova terra, onde sua criação será inteiramente renovada e viveremos eternamente com Deus ali. E cada vez que penso nisso, mais vontade me dá de ir para lá logo! É tão facinante pensar que existe um lugar que é misterioso, belo, surpreendente, enigmático, encantador, deslumbrante, infinito, único e tudo isso e muito mais que minha mente possa imaginar, descrever ou conhecer, esse lugar, Deus tem preparado para seus filhos.

Não teremos mais nenhum dos nossos temores! E coisas boas como comer e beber ainda existirão! A arte e a música, continuará sendo desenvolvida e aperfeiçoada para a glória de Deus exclusivamente! Teremos uma nova ótica de coisas que não são tão boas para nós (ou alguns de nós), como trabalhar e servir, que serão agradáveis! Algo que para nossa mente é tão complexa de entender e estudar, no céu continuaremos a conhecer: o nosso próprio Deus! É tão bom saber que teremos comunhão com Deus sem nenhuma barreira/pecado.

Você já reparou que as vezes quando paramos para refletir, chegamos a conclusão que, o que nos dá mais satisfação e prazer é adorar a Deus e nossa alegria genuína é viver em prol da glória dEle? Agora imagine um lugar onde teremos esses propósitos bem estabelecidos, esses objetivos serão plenamente conhecidos e cumpridos, a razão pela qual fomos criados finalmente fará sentido, o mistério da vontade de Deus não será mais vago e pertubador, ficaremos livres de querer entender os aspectos de Sua vontade na perspectiva da lógica humana, com certeza nossa alegria será multiplicada! Viveremos uma sucessão de momentos bons que nunca terminarão!

Creio que quando virmos a face do nosso Senhor não desejaremos mais nada, porque nós veremos nele o que é bom, perfeito, agradável, justo, correto, entenderemos o que é realmente o amor, bondade, alegria, paz, perdão, conheceremos a verdade, sabedoria, santidade, beleza, poder. Nós cantaremos: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir." Ap. 4.8

É tão motivador saber que por mais que tudo isso aqui é real, o que realmente importará e que valerá aos olhos do nosso Deus é vivermos aqui de uma maneira piedosa, acumulando tesouros no céu ("Não acumulareis para vós tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração." Mt. 6.19-21).

Então:

Esforça-te para: - "Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel." I Co. 4.2 - ser encontrado fiel.

Anseie pela: - "Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo." Sl. 27.4 - presença do Senhor.

Não sei de você, mas eu, não vejo a hora desse dia chegar!

12 de julho de 2010

TEOLOGIA

Admiro Sua criação
Na terra, no céu, no mar,
Adoro Sua perfeição.

Admiro Sua veracidade
No eterno, no secreto, no revelado,
Adoro Sua vontade.

Admiro Seu perdão
Na salvação, na transformação, na correção,
Adoro Sua retidão.

Admiro Sua liberdade
No riso, nas cores, na vida,
Adoro Sua santidade.

Admiro Sua grandeza
No rítmo, na música, na dança,
Adoro Sua beleza.

Admiro Sua existência
No espiritual, no invisível, no imortal,
Adoro Sua essência.

Viviam Paizam

30 de junho de 2010

PERDOE!

Alguma vez alguém te magoou ou te decepcionou ao ponto de você ter dificuldade genuína de perdoá-lo? Isso já aconteceu comigo, e foi muito desagradável conviver com isso. Mas observei algumas atitudes de Cristo que não tinha feito sentido para mim antes desse acontecimento, e que depois fez toda a diferença na forma como agi e reagi.

As atitudes de Jesus que mais me fascina, era a humildade, a compaixão, o amor que Ele demonstrava para com o próximo que era pecador. É um desafio para mim, ser imitadora e seguir esse exemplo. Cristo repreendeu seus discípulos, reprovou as intenções e motivações dos escribas e fariseus, era firme em seus ensinamentos, contudo, sem rebaixar ou menosprezar ninguém. Devemos nos atentar para esse lado da vida de Cristo também, sua bondade e mansidão.

Por que é tão difícil perdoar quem nos ofendeu? Por que é tão difícil ter uma atitude nobre diante de quem julgamos não ser digno para isso? É comum nos indignarmos com a dureza do coração das pessoas, mas nosso julgamento equivocado acontece quando achamos que não iremos cometer pecado igual ou maior que aquela pessoa cometeu, que não é verdade, porque "aquele, pois, que pensa estar de pé, veja para que não caia" (I Co. 10.12), ou quando nos consideramos melhores, mais espirituais, mais maduros que a pessoa que errou, que também não é verdade, pois "... não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um." (Rm. 12.3). Mas quando reconhecemos o quão igualmente pecadores somos e relembramos o que Cristo fez por nós na cruz, mesmo sendo imerecedores, podemos chegar a conclusão que é possível sim, amar e perdoar o próximo, é possível ter compaixão da pessoa que Deus quer transformar, assim como quer transformar a sua vida também.

A vida não é fácil, enfrentaremos oposições e tempestades, mas devemos lembrar que sempre vale à pena seguir e obedecer a Deus. Se Ele diz que é possível amar e perdoar, é porque Ele mesmo nos capacitará a isso, e sem sombra de dúvidas, quando nos dispormos a fazer e estar dentro da vontade de Deus, encontraremos e gozaremos da mais perfeita paz e alegria. Cristo enfrentou oposição, foi traído, injustiçado, abandonado por seus amigos no momento que mais precisou, mas permaneceu firme até a morte, e morte de cruz. Cristo não olhava para si ou suas necessidades, ele tinha a visão e a convicção da vontade de Deus em sua vida, ele tinha certeza da razão do seu chamado.

Philip Yancey escreveu: "Ninguém está isento da tragédia ou da desilusão, o próprio Deus não esteve isento. Jesus não ofereceu qualquer imunidade, nem qualquer caminho para escapar da injustiça, mas, em vez disso, um caminho para atravessá-la até chegar do outro lado."

Eu anseio o dia em que Cristo voltará e nos levará para um lugar, onde não mais pecaremos nem contra Deus nem contra o próximo, onde teremos a plena liberdade de adorá-lo e servi-lo com sinceridade, sem as diferenças, sem as dificuldades interpessoais. Mas enquanto esse dia não chega, decidi: Irei perdoar o próximo, irei amar a Deus, independente das circunstâncias, pessoas ou meus próprios sentimentos.

28 de junho de 2010

O EXEMPLO DE AGAR

Vou falar um pouco sobre o que aprendi estudando Gênesis 16.1-16 e as conclusões que tomei observando a vida da serva de Sarai, Agar.

Antes vamos relembrar o que esse texto diz de forma bem sucinta: Sarai não consegue engravidar, e mesmo sabendo da promessa que Deus havia dado a Abrão sobre um filho, ela sugere a Abrão, que tenha relações sexuais com sua serva Agar, para que assim, ela pudesse conceber um filho para a descendência da família. E Abrão por sua vez, concorda com a sugestão. Após Agar perceber que estava grávida, começa despresar Sarai o que gera muitos conflitos entre a família (vv. 1-6). Então, Agar é hostilizada por Sarai e foge da presença da sua senhora para o deserto, onde encontra o Anjo do Senhor, que exerce compaixão em sua vida e lhe promete multiplicar sua descendência por meio de Ismael. Agar ora para o Senhor, e segue as orientações do Anjo, voltando para Sarai e gerando o filho de Abrão, prometido pelo Senhor, Ismael (vv. 7-16).

Podemos observar que tudo isso aconteceu, porque Sarai e Abrão não confiaram em Deus. A conclusão que chego é que a falta de confiança em Deus, gera decisões precipitadas e essas por sua vez, consequências irremediáveis. Sim, o erro principal que gerou todos os outros, foi a incredulidade.
A falta de confiança em Deus nos fará suscetíveis a ouvir maus conselhos e propensos a tomar decisões precipitadas. Sarai não esperou na promessa de Deus que lhe daria um filho. Em seu desespero por ser uma vergonha depois de tantos anos ainda não ter filhos, Sarai deu um mau conselho para Abrão, e Abrão, ouviu e tomou essa decisão precipitada. Sarai oferece sua escrava a Abrão para que assim fosse "edificada" (v.2), algo que jamais aconteceria, pois isso era pecado.

Além disso, a falta de confiança em Deus resultará em sofrimento e discórdia. Quando Sarai deu Agar para Abrão a possuir, ela estava observando a prática costumeira da época das fábulas da antiga Nuzi. Mas eles deveriam ter ouvido aos ensinamentos de Deus e seguido um padrão diferente dos outros povos. Como não poderia ser diferente, logo Agar começou a desprezar Sarai, e Sarai teve mágoas de sua escrava. Reparem que todas as pessoas envolvidas nesse pecado sofreram. Sarai começou a humilhar sua escrava, que provavelmente foi ter dado pesadas obrigações ou castigo corporal, tanto que Agar não aguentou e fugiu da sua presença.


Mas, o que quero destacar nesse texto, é a sequência dele, o que aconteceu com Agar depois de tudo isso. Quero compartilhar o que aprendi com a vida dessa escrava! 

A primeira lição que pude tirar ao observar a ação e a reação dessa escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus, devemos estar prontos a confessar nossos erros. Agar foge para o deserto e caminha em direção a Sur, estrada para o Egito, que era um fronteira que os egípcios mantinham para se proteger de invasores, mas por ela ser uma escrava, não tinha o direito algum de fugir da presença de seus senhores. No deserto, Agar encontra o Anjo do Senhor que a orientou e a confortou. Esta foi a primeira vez que o Anjo do Senhor apareceu na terra, esse anjo era o próprio Deus. Ele questiona Agar, que prontamente e voluntariamente responde a suas perguntas.


A segunda lição que observei na vida dessa escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus, devemos obedecê-lo mesmo que isso não seja agradável aos nossos olhos. A princípio, foram muito dura as palavras do Anjo, que manda Agar voltar para a sua senhora e se humilhar perante ela. Imaginem a situação muito difícil e constrangedora que Agar iria sofrer. Mas para obedecermos a Deus não podemos ser soberbos e devemos nos submeter ao que Ele nos pede. Agar deveria voltar e aguardar a promessa que o Anjo do Senhor lhe havia feito, que faria de seu filho o chefe de uma grande nação. 

A última lição que gostaria de destacar da vida da escrava é que ao reconhecer a Palavra de Deus devemos buscá-lo e confiar que Ele direcionará o nosso caminho. Agar reconhece a Deus como aquele que é cheio de graça e bondade, aquele que vê o menos favorecido. Ela reage com fé quando ora a Deus. O poço que provavelmente ficava nas proximidades de Cades, cerca de 80 km de Berseba, recebe o nome Beer-Laai-Roi, que sua possível tradução é "O poço do vivente que me vê". Agar então volta para seus senhores, onde concebe a seu filho e lhe põe o nome de Ismael, que significa: "Deus ouve". 

Será que estamos sempre prontos a confessar nossos erros quando Deus nos confronta com Sua Palavra?! Será que estamos prontos a obedecer a Deus, mesmo que isso nos custe em sofrimento e humilhação diante dos homens?! Será que esperamos e confiamos o suficiente em Deus ao ponto de deixá-lo dirigir nossos passos, e fazermos isso com alegria?! 

Mesmos sendo falhos, Deus SEMPRE estará pronto a exercer compaixão e disposto a nos abençoar, quando ouvirmos a Sua voz!!!

27 de junho de 2010

Nossa atravessia do Mar Vermelho...

Você chegou ao mar vermelho da sua vida,
Onde, a despeito de tudo quanto você fizer,
Não há saída, não há fuga,
Não há outro caminho, senão ir em frente?
Então, confie no Senhor com fé serena,
Até que se vá a noite do seu temor;
Ele enviará o vento, separará as águas,
Ao lhe dizer: "prossiga."
A mão dEle o guiará por todo caminho -
Todo -
Antes de as mulharas de águas rolarem,
Nenhum inimigo o alcançará, nenhuma onda,
Nenhum mar poderoso poderá afogá-lo;
Podem as ondas perseguidoras encrespar-se,
E sua espuma aos seus pés deter-se;
Contudo, sobre o seu leito você andará
De pés enxutos,
Pela senda que o Senhor abrirá.
Na vigília da madrugada, sob a nuvem,
Você não verá ninguém, senão o Senhor,
Guiando-o desde o mar,
Até a terra que você ainda não conhece;
Passarão seus temores, como seus inimigos
Passaram;
Você não terá mais medo;
Você cantará louvores a Ele, num lugar melhor,
Um lugar feito pelas Suas mãos.

ANNIE JOHNSON FLINT